segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Bandarilha lesa gravemente João Salvação, cabo do Grupo de Forcados do Aposento do Barrete Verde


"Foi em Alcochete na última corrida da feira no passado dia 13 de Agosto. Decidiu abrir praça como é seu apanágio e pegar o toiro de Rio Frio que saiu em sorte, na reunião um ferro curto embateu com violência na face provocando uma lesão de muita gravidade no olho. Transferido para o Hospital de São José esteve a ser operado durante mais de 7 horas, sendo o diagnóstico de recuperar a vista muito reservado."


(excerto de http://www.tauromania.pt/noticias_detail.php?typ=breves&aID=3789)

Há coisas que não se podem prever, como os acidentes. Mas que se podem prevenir.
Quantos mais acidentes serão precisos para que, de uma vez por todas, se faça algo em prol da segurança dos forcados??

Num colóquio em Alcochete há uns meses atrás
o João foi uma das pessoas que elogiou os Ferros Compridos de Segurança e que realçou a necessidade de se apostar na segurança dos forcados. É certo que se tratou de um ferro curto e não de um comprido, mas não podendo prever os acidentes há que preveni-los. Os Ferros Compridos de Segurança resolvem o problema das quebras e as bandarilhas à espanhola evitam este tipo de acidentes...

Ficamos à espera que, de uma vez por todas, se reveja e actualize o Regulamento Taurino e que Pottier, presidente da A.N.G.F., cumpra o prometido (já que os demais não o fizeram...) e trate do teste aos Ferros Compridos de Segurança.

Rápidas melhoras João!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eles falam falam e não dizem nada...

É curioso...
Numa altura em que se fala tanto de toiros e tauromaquia, em 'vamos preservar as nossas tradições' e por aí fora, só se faz mesmo isso: falar. Falar muito, é certo. Muita garganta, pouca força de braços (não que seja propriamente necessária...).
Está mais do que na altura de se tomar definitivamente uma atitude. Não bastam palavras, são necessárias acções.
Não falo de encontros, que não são mais do que manifestações contra quem se manifesta contra nós (?!?), falo sim de coisas básicas. Como queremos mostrar união se nem em acções simbólicas participamos? Está um inquérito na SIC Online, por exemplo; quantos aficionados marcaram a sua posição? Quantos defenderam aquilo de dizem gostar tanto? Somos meia-dúzia comparados com os anti... E assim, garanto, é difícil. É certo de que não passa de um debate de ideias (por vezes...) e que dali não sairá nada... Mas somos literalmente esmagados, por muito bom poder de argumentação que tenhamos...
Não vale a pena pensar em grandes acções quando ainda não se dominaram as pequenas...
Porque é que eu não faço nada? (eu sei que é isso que está a pensar)
Eu tenho feito tudo quanto posso, infelizmente não tenho tempo para mais. Nem dinheiro. Quem segue este blog sabe que bem tento mexer-me, mas até nos toiros há interesses e elites. E eu, ao criar um movimento pró-tourada (Julho/08) fui literalmente espezinhada pela tal elite, que possivelmente se sentiu incomodada com a iniciativa... Apareceu logo um movimento com o mesmo nome e com um 'cabeça de lista' com muito mais nome, tempo e dinheiro que eu. E o meu movimento foi declarado 'não oficial'... Quem oficializa estas coisas? Será a elite dona e senhora da tauromaquia?? Dos aficionados?? Não creio. Enfim...
Peço desculpa pelo desabafo, mas este é apenas um exemplo das atitudes que tenho tomado em prol dos toiros e que infelizmente nunca dão em nada...
Espero que num futuro próximo as coisas mudem (para melhor); isto não vai lá com elitismos, vai lá com os aficionados unidos, como um todo. Como deveríamos ser. Mas como, infelizmente, não somos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009